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Blog Braspag

E-commerce, negócios e tudo sobre a Braspag em forma de notícias.

08 de Junho de 2015

Gestão de Tempo com a técnica Pomodoro – adote um método!

Reféns do processo…

Por vezes nos vemos atolados nos processos diários, não sabendo por onde começar nossas tarefas, nem como priorizá-las.

Que a organização das demandas aumenta a produtividade, isso não é nenhuma novidade. Também não é novo adotarmos métodos para tal, mas, mesmo assim, deixamos pra lá e continuamos cavando mais fundo nosso atoleiro, encarando todos os dias atrasos, frustrações, e, por consequência final, o insucesso dos negócios.

Serve para todos?

Já testamos diversos modelos de organização, de anotação em cadernos, passando por post-it’s, até sistemas complexos, mas nenhum deles mostrou-se tão eficiente como a técnica Pomodoro.

Como diz o próprio Francesco Cirillo, idealizador da técnica Pomodoro:

Trabalhe em conjunto com o tempo, não contra ele.

Óbvio, não? Mas no dia-a-dia, muito provavelmente isso vai passar despercebido.

Implemente sem traumas

Adotar um método, seja ele qual for em sua rotina, exige disciplina. Seja uma vida mais saudável, ou como atingir uma meta futura, o sucesso de qualquer coisa vai depender de quanto (e da qualidade) do tempo investido.

Por isso, comece devagar, mas com disciplina e objetivo, mas não deixe de adotar um método a suas tarefas diárias.

Isto com certeza vai refletir em ganhos em sua vida profissional e pessoal!

Boa sorte!

André Santana

Referências: http://pomodorotechnique.com/ e http://francescocirillo.com/

15 de Abril de 2015

Os impactos da IoT no consumo online

Gastão Mattos
CEO da Braspag

Considerada a quarta onda da internet e uma verdadeira revolução na atualidade, a Internet das Coisas ou IoT (Internet of Things) deve influenciar profundamente a sociedade, trazendo impactos e novos negócios.

Segundo dados da Oracle, em todo o globo existem 14 bilhões de equipamentos conectados à Internet, o que significa o dobro da população mundial. A estimativa da IBM é que dentro de 5 a 10 anos, 100 bilhões de objetos estejam conectados em rede. De acordo o Gartner, o segmento atraiu US$ 1bilhão de investimentos em 2013 e esse número deve dobrar em 2014, segundo o IDC. É o início da fusão digital com todas as coisas, a interação do virtual com o mundo real.

A IoT é a comunicação entre objetos por rádio frequência (RFID), podendo estar conectados em rede. Ainda que em pequena proporção se comparada às previsões e pesquisas sobre o tema, ela já é uma realidade. Microcâmeras em pílulas já podem monitorar sintomas e detectar doenças. Telas em refrigeradores permitem controlar a validade dos alimentos e, em alguns países, detectar quando eles acabam. Um futuro muito próximo com cidades inteligentes repletas de objetos conectados por smartphones está por vir, o que pode trazer diversos benefícios às pessoas e ao setor empresarial se feitas com os devidos critérios de segurança e de privacidade.

Nos negócios, a expansão da IoT demanda uma série de oportunidades. A avaliação do comportamento dos usuários já é uma realidade, mas ainda pode ser mais detalhada e precisa. Isso significa oferecer uma gama de funcionalidades e experiências únicas e desejadas, resultando em maior aderência do consumidor.

Por outro lado e não de maneira contraditória, ao “emprestar inteligência aos objetos” a IoT também possibilita avaliar o seu “comportamento”, suas formas de utilização e funcionamento “reais”, localização, monitoramento do consumo, entre outros, o que permite melhorias significativas no desenvolvimento de produtos, manutenções mais eficazes, maior gerenciamento vinculado ao feedback de informação, economia de recursos e demandas automáticas. É a “humanização” das coisas.

Como protagonista da segunda onda da Internet, o e-commerce já traz inúmeras facilidades: comprar em qualquer lugar e qualquer dispositivo, diversidade de produtos a um clique e facilidades de pagamento com segurança. Ainda assim, a IoT também é uma excelente oportunidade para fomentar o setor. Se por um lado a loja física poderá ofertar mais interatividade com a capacidade de monitorar o tempo do consumidor dentro da loja e personalizar as ofertas ao observar os itens de maior interesse – o que já pode ser feito no comércio eletrônico – além de oferecer atendimento automatizado nas seções, nas vendas online será possível otimizar layouts e processos, oferecer experiências personalizadas como experimentar peças sem ter a necessidade de vesti-las, por exemplo, além da recomendação de serviços adicionais e aplicativos de interesse do usuário, além de maior agilidade e redução de custos.

A IoT permite o engajamento contínuo com o cliente. Neste sentido, a fidelização está não apenas em oferecer os melhores serviços, mas também em prever os desejos de consumo deste usuário e estabelecer um elo de prazer e confiança. Esta ligação poderá criar um laço que interliga automaticamente o supermercado online de sua preferência para recompor os alimentos ausentes na geladeira, por exemplo.

Mesmo com as inúmeras possibilidades para todos os campos e a interligação do digital com o mundo físico, a IoT não será um conto de terror para o e-commerce. Muito pelo contrário. As facilidades desta nova onda permitirão novos investimentos e podem recriar um universo ainda mais forte, onde tudo seria online, ou seja, aumentando a abrangência daquilo que hoje chamamos canal e-commerce, fundindo canais físicos e online de vendas. A expertise de gestão desta nova tecnologia tem muito mais a ver com as disciplinas do comércio eletrônico do que qualquer outra vertical de negócios hoje existente.

15 de Abril de 2015

Omini-channel: inovação e geração de valor no varejo

Gastão Mattos
CEO da Braspag

O Comércio Eletrônico completa 20 anos no Brasil em 2015. O conceito de varejo multicanal talvez tenha idade próxima, uma vez que esta qualificação passou a ter um contexto de relevância maior com adoção sistemática da venda pela Internet, adotada inicialmente pelos grandes varejistas, todos eles com histórico de representação nas vendas tradicionais do mundo físico.

Assim, varejistas de grande porte desbravaram o canal online de vendas, tendo no seu primórdio, uma única operação “pure player” de destaque, o Submarino. Lembro-me que durante muito tempo, nos primeiros anos da história do Comércio Eletrônico no Brasil, os 10 maiores lojistas online representavam quase que 90% do faturamento do setor, sendo nove deles multicanais, com origem no mundo físico.

É interessante notar que, nesta fase inicial da história do e-commerce brasileiro, a gestão e a operação das lojas online eram integradas à operação das lojas físicas. Uma tendência clara de mudança nesta organização foi percebida no início deste século, quando algumas destas grandes operações multicanais promoveram a separação de gestão entre as lojas físicas e online.

Assim, os “CDs” (Centros de Distribuição) das lojas online passaram a ser independentes das lojas físicas e processos de controle, vendas, contabilização, marketing e back-office foram apartados.

Entendia-se que o ciclo de vendas online era muito distinto, acarretando a necessidade desta organização separada. Na verdade, na fase inicial do comércio eletrônico, esta diferença começava pelo consumidor. Uma mesma loja tradicional do mundo físico tinha um perfil de consumidor totalmente distinto entre seus canais físicos e online, com uma grande diferença entre o ticket médio dos dois universos, sendo que no online chegava a ser dez vezes maior.

Entretanto, o perfil do consumidor online foi se transformando com o aumento da penetração de consumo nas camadas de menor renda e hoje, para alguns segmentos, este perfil é bastante homogêneo entre os diversos tipos de canais.

Com o mesmo consumidor comprando em diferentes pontos de acesso, uma nova tendência de tratamento organizacional do varejo se manifesta, a chamada gestão Omini-channel, na qual a necessidade de integração dos canais é evidente.

Para citar um exemplo desta integração, consideremos o consumidor comprando na loja online, mas com a opção de retirar a mercadoria em determinado endereço da loja física por ele escolhido. Ou o contrário: o consumidor da loja física escolhe seu produto, mas usa o site da loja para efetivar seu pedido.

Esta nova transformação não equivale à organização dos primórdios do comércio eletrônico. Trata-se de uma nova realidade que exigirá adaptações, pois “mistura” a gestão da loja física com os diversos canais online (e-commerce, m-commerce, smartTV, telefone e etc) de forma híbrida e, com isso, gera novas necessidades em toda a cadeia de valor dos comércios multicanal. A amplitude desta mudança afeta o marketing para atrair consumidores de forma integrada e consistente para os universos físicos e online. Ao mesmo tempo, permitirá conhecer as necessidades deste cliente com maior aprofundamento, ao reunir informações dos diversos pontos de acesso. O processo de compras passará a ser uma experiência única, que envolve informação, bom atendimento, criatividade e entretenimento, sem esquecer as necessidades atuais, tais como: segurança, agilidade, variedade de produtos, diversas opções de pagamento, gestão do estoque, back-office, entre outros processos, que deverão ser interligados.

O desafio do Omni-channel afeta a gestão de tecnologia, tanto para fornecedores de solução para o varejo do mundo físico, como para do mundo online. Entre as transformações e adaptações necessárias, existem as soluções de pagamentos, que precisam interagir entre todos os pontos de acesso. A plataforma Conciliador Braspag, desenvolvida inicialmente para conciliar pedidos e pagamentos no e-commerce, está hoje habilitada para a conciliação multicanal, por exemplo.

Esta tendência parece ser duradoura e é uma oportunidade de geração de valor e inovação no varejo, na qual a interação com o cliente pode ser realizada de inúmeras maneiras, porém com mais conhecimento de suas necessidades, o que caracteriza maior potencial de fidelização e, consequentemente melhores resultados em conversões. O Omini-Channel se mostra como um vasto campo a ser explorado, no qual criatividade, eficácia e consistência serão fundamentais para o sucesso. Quem se adaptar com mais agilidade certamente elevará a vantagem competitiva perante o mercado.